Íngreme caminho
Publicado por admin em 22 Ago 2009 | sob: poesias
As crespas pedras, íngreme caminho,
que forram esta estrada, a que uso,
deformam meu andar, no desalinho
dos blocos, no arranjo tão confuso.
O andar é claudicante, inseguro,
nos côncavos, convexos, à espera,
e poças já se formam no escuro,
c’os pingos, os já grossos, nas crateras.
Ensopo minhas vestes de cetim,
encolho os já descalços pés feridos.
Comungo, desolada, dos que assim
persistem na miséria: desvalidos.
Caminho que persigo me é raro.
Andar desprotegida é um acaso.
Galgar disformes pedras, (desamparo!)
me diz de arranhaduras do descaso.
Watfa A. Tannus Ramos
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