As crespas pedras, íngreme caminho,

que forram esta estrada, a que uso,

deformam meu andar, no desalinho

dos blocos, no arranjo tão confuso.

O andar é claudicante, inseguro,

nos côncavos, convexos, à espera,

e poças já se formam no escuro,

c’os pingos, os já grossos, nas crateras.

Ensopo minhas vestes de cetim,

encolho os já descalços pés feridos.

Comungo, desolada, dos que assim

persistem na miséria: desvalidos.

Caminho que persigo me é raro.

Andar desprotegida é um acaso.

Galgar disformes pedras, (desamparo!)

me diz de arranhaduras do descaso.

Watfa A. Tannus Ramos