Eu vi um sorridente
Quando me apareceu na estrada.
Cerrada Mata, bichos e ruídos
não lusco fusco da noite que se aproxima.
 
Logo adiante, um lago
que refletia uma Lua Cheia
e os grilos como orquestra
à espera.
 
Eu a reconheci não pelas roupas
Não pelo sorriso já dito
ou pelo olhar vago e vivo como se fosse Possível
ser assim Um Olhar
 
Eu a reconheci
pela pena de águia nos cabelos.
 
E quando vi uma índia de outras épocas
o passado escondido já no presente
vi sua vida e sua morte já envelhecida
em meus braços.
 
Vi nossos filhos crescendo
sorrindo para mim também.
 
Alberoni 28/09/09