Música

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Há 50 Anos morria Heitor Villa-Lobos

Publicado por admin em 17 Nov 2009 | sob: Música

No dia 17 de novembro de 1959 morria, aos 72 anos, na cidade do Rio de Janeiro um dos maiores gênios da música brasileira. Músico completo, conhecia e tocava violão, violoncelo e piano. Como todo bom carioca tinha um afiado humor. Criou muito mais do que simplesmente uma grande e diversificada obra musical, criou um personagem que era a essência para continuar lutando e produzindo suas obras e impondo o seu estilo musical. É importante lembrar que no início de sua carreira encontrou muitas dificuldades, não maiores do que após receber a incumbência de Getúlio Vargas para introduzir uma nova metodologia no ensino de música nas escolas brasileiras. Foi acusado de servir aos interesses do ditador de plantão e tirar proveito próprio para incluir suas obras nesse trabalho.

Picuinhas de lado, o importante são as suas obras que, como ele mesmo disse, “são cartas que ele escrevia para a posteridade, sem esperar resposta”. Resposta que ele teve muito mais calorosas nos EUA e Europa, especialmente em Paris. É inegável que um compositor que produziu muito tenha algumas obras com certas irregularidades, mas não podemos deixar de registrar a sua imensa inventividade e originalidade ao tratar temas brasileiros e populares. Um compositor que soube explorar as bases deixas por J.S. Bach e produzir uma obra monumental como as Bachianas Brasileiras. Os Choros são também obras extraordinárias, as suas peças para coro, sua música de câmara, especialmente os quartetos de cordas, isso sem esquecer da sua obra para violão, de uma qualidade e dificuldade técnica, que torna um marco decisivo e importantíssimo na carreira de qualquer instrumentista, brasileiro ou não.

Só lamentamos que as homenagens no Brasil tenham sido tão acanhadas e sem a devida consideração para com a sua obra e com tudo que ele fez para divulgar o país no exterior.

Cartola - 100 Anos

Publicado por admin em 15 Out 2008 | sob: Música

Se estivesse entre nós, no último sábado 11 de outubro, Cartola teria completado 100 anos. Um poeta e compositor simplesmente genial.

Mesmo sofrendo inúmeras dificuldades, viveu compondo e criando verdadeiras pérolas do nosso cancioneiro. Foi um dos idealizadores e fundadores do que viria a ser a primeira escola de samba, A Estação Primeira de Mangueira. Foi dele também a idéia do uso das cores verde e rosa.
Na primeira metade do Século XX era comum os cantores comprarem sambas e canções dos compositores. Uma compra integral ou de uma parceria em música que normalmente era de elaboração de um músico e de um poeta. Ou simplesmente de uma pessoa genial como Cartola que fazia letra e música tão bem, que nenhuma outra pessoa conseguiria fazer melhor casamento de melodia, harmonia e letra. Cartola foi obrigado a vender várias “parcerias” para vários cantores famosos.

Depois de uma decepção muito grande, ele sumiu do morro da Mangueira, muitos chegaram a pensar que ele estava morto. Na década de 1960 o escritor Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, descobriu Cartola lavando carros. Logo em seguida dessa reaparição surgiu o restaurante Zi Cartola (Cartola e a D. Zica), Cartola e convidados cantavam e a eterna companheira cozinhava divinamente. Resultado um sucesso absoluto.

Em 1974, aos 65 anos ele gravou o seu primeiro LP, graças ao Marcus Pereira, o Disfarça e Chora. Só pérolas. Confira http://www.causasonora.com.br/produtos_descricao.asp?codigo_produto=172.

Em seguida vem O Mundo é um Moinho, um desfile de canções inesquecíveis, a começar pela faixa título, por outras músicas que Marisa Monte e tantos outros beberam todo dia. Sem esquecer de As Rosas Não Falam, genial. Confira. http://www.causasonora.com.br/produtos_descricao.asp?codigo_produto=173

Um compositor imortal. Que vai ficar na memória e na lembrança de quem aprecia uma bela melodia, uma harmonia elaborada e uma poesia simplesmente irretocável. A benção Cartola.
Luiz Celso Rizzo